O LDL é o colesterol que se deposita na parede das artérias. No laudo brasileiro ele não tem um único valor normal: a meta depende do seu risco cardiovascular. Para quem tem risco baixo, valores até cerca de 115 a 130 mg/dL costumam ser aceitáveis; para quem tem risco alto, a meta é abaixo de 70 mg/dL. Um LDL de 190 mg/dL ou mais é considerado muito alto para qualquer pessoa.
| Categoria | Valor de referência |
|---|---|
| Risco baixo | meta em torno de 115–130 mg/dL |
| Risco intermediário | abaixo de 100 mg/dL |
| Risco alto | abaixo de 70 mg/dL |
| Risco muito alto | abaixo de 50 mg/dL |
| Muito alto em qualquer pessoa | 190 ou mais mg/dL |
Metas da Sociedade Brasileira de Cardiologia; os números exatos variam entre versões da diretriz e o laudo pode mostrar a tabela da versão adotada pelo laboratório. A categoria de risco é definida pelo médico, não pelo laudo.
O LDL transporta colesterol do fígado para os tecidos. Quando sobra LDL no sangue por muitos anos, ele se infiltra na parede das artérias e forma placas, que podem estreitar os vasos e, se romperem, causar infarto ou AVC. Quanto mais alto o LDL e quanto mais tempo ele fica alto, maior o risco acumulado.
Por isso as diretrizes falam em metas, e não em normalidade: o que é aceitável para um jovem sem fatores de risco é alto demais para quem já teve um infarto.
O médico classifica o risco a partir de vários fatores: idade, sexo, pressão arterial, tabagismo, diabetes, doença renal crônica, HDL, histórico de infarto ou AVC e casos de doença cardíaca precoce na família. A Sociedade Brasileira de Cardiologia disponibiliza uma calculadora de risco para isso.
Quem já teve infarto, AVC ou tem placas significativas nas artérias está automaticamente no grupo de risco alto ou muito alto. Diabetes com outros fatores de risco também costuma colocar a pessoa nessas categorias.
A combinação de LDL alto com HDL baixo (abaixo de 40 mg/dL) piora o perfil, porque há mais colesterol chegando às artérias e menos sendo retirado. Já LDL alto com triglicerídeos baixos é típico de causas genéticas ou alimentares, enquanto triglicerídeos altos junto com HDL baixo apontam mais para resistência à insulina.
Muitos laudos trazem também o colesterol não-HDL (total menos HDL), que reúne todas as frações que se depositam nas artérias. Sua meta é 30 mg/dL acima da meta do LDL. Se os triglicerídeos estiverem acima de 400 mg/dL, o LDL calculado pode ficar impreciso, e alguns laboratórios dosam o LDL diretamente.
LDL alto não é urgência, mas deve ser levado à consulta para definir o risco e a meta. Antecipe a consulta se o LDL estiver em 190 mg/dL ou mais, se houver parentes com infarto precoce, ou se você tiver diabetes, doença renal ou já tiver tido problema cardíaco. A decisão sobre tratamento é sempre do médico.
LDL alto não dá sintomas. Ligue 192 (SAMU) diante de sinais de infarto ou AVC: dor ou aperto no peito que irradia para braço ou mandíbula, falta de ar súbita, suor frio, fraqueza em um lado do corpo, boca torta ou fala enrolada de repente.
Conteúdo elaborado com base em informações públicas de:
Você não precisa decifrar os números sozinho: tire uma foto do laudo e o app explica «LDL alto» e os outros valores em palavras simples — o que está normal e no que prestar atenção.
App StoreGoogle PlayVersão webSim, está acima da meta para praticamente todas as categorias de risco. Em pessoas de risco baixo, o médico geralmente começa por mudanças de hábitos e reavalia.
Depende do seu risco. Para uma pessoa de risco baixo pode ser aceitável; para quem tem risco intermediário, alto ou muito alto, está acima da meta.
Não. O LDL alto é silencioso e só é descoberto no exame de sangue. Por isso o perfil lipídico é feito periodicamente em adultos.
Reduzir gorduras saturadas e trans, aumentar fibras (aveia, feijão, frutas, verduras), fazer atividade física regular, perder peso quando há excesso e parar de fumar ajudam. Se a meta não for atingida, o médico avalia tratamento.
É o LDL estimado por fórmula a partir do colesterol total, do HDL e dos triglicerídeos. Muitos laboratórios brasileiros usam a fórmula de Martin, mais precisa que a antiga fórmula de Friedewald.
Este conteúdo é apenas informativo, não é um laudo médico e não substitui a consulta com um médico. Os valores de referência dependem do laboratório e do método: considere a faixa indicada no seu próprio laudo. A interpretação final cabe ao médico.