Como é calculado
Fórmula de Matthews (1985): HOMA-IR = glicose (mmol/L) × insulina (µU/mL) / 22,5. O resultado é arredondado para duas casas decimais.
A glicose em mg/dL é primeiro convertida para mmol/L: × 10 / 180,16 (cerca de ÷ 18) — por isso a versão da fórmula em mg/dL divide por cerca de 405. A insulina em pmol/L é convertida para µU/mL dividindo por 6,00. Os laboratórios usam fatores um pouco diferentes para a insulina, então o seu laudo pode variar na segunda casa decimal.
Os pontos de corte são os mais usados por laboratórios e em estudos com adultos: abaixo de 2,5 — faixa habitual, 2,5–2,7 — limítrofe, 2,7 ou mais — sugere resistência à insulina.
O que é bom saber
O que o HOMA-IR mostra
Em jejum, o açúcar no sangue é mantido estável pela insulina. Se os tecidos começam a responder pior, o pâncreas precisa liberar mais insulina para manter a glicose onde estava. Por isso, insulina alta com glicose normal é um sinal precoce — e o HOMA-IR junta os dois números em um único índice.
Quando o resultado não é confiável
O sangue precisa ser colhido em jejum de verdade — 8–12 horas sem comida nem bebidas açucaradas —, com glicose e insulina na mesma manhã. Depois de uma refeição, o índice não tem significado.
A fórmula não se aplica a quem usa insulina ou tem diabetes tipo 1, a crianças e adolescentes (na puberdade a insulina é naturalmente mais alta) nem na gravidez. As dosagens de insulina não são padronizadas: o mesmo sangue pode dar números diferentes em laboratórios diferentes. Não existe um ponto de corte único aceito por todos — ele varia entre populações —, então vale repetir um resultado limítrofe.
O que costuma acontecer depois
O HOMA-IR é um indicativo, não um diagnóstico. Costuma ser avaliado junto com a glicemia de jejum, a hemoglobina glicada, o perfil lipídico, a circunferência da cintura e a pressão arterial. Se estiver elevado, o médico pode sugerir repetir o exame ou fazer uma curva glicêmica (teste oral de tolerância à glicose).
Esta calculadora é uma ferramenta de referência, não um diagnóstico. Os valores de referência variam entre laboratórios, e o resultado depende da sua saúde, dos seus medicamentos e de outros exames. Converse sobre ele com o seu médico.
Perguntas frequentes
Qual é o valor normal do HOMA-IR?
Na maioria das vezes, um valor abaixo de 2,5 é considerado habitual; a partir de 2,7 sugere resistência à insulina, e entre os dois há uma zona limítrofe. Se o seu laboratório imprime os próprios valores de referência, siga esses.
Como me preparar para o exame de HOMA-IR?
Vá de manhã, depois de 8–12 horas sem comer; água pode. Glicose e insulina são colhidas ao mesmo tempo. O ideal é evitar álcool e exercício pesado no dia anterior.
Posso usar a glicemia da ponta do dedo ou do glicosímetro?
A fórmula foi criada com a glicose de laboratório, de sangue da veia. Glicosímetros e amostras da ponta do dedo são menos precisos, então o índice também fica menos exato.
HOMA-IR alto com glicemia normal é perigoso?
É um motivo para olhar para o seu metabolismo, não para entrar em pânico. Um índice elevado muitas vezes cai com mudanças na alimentação, na atividade física e no peso. O que fazer exatamente é algo para decidir com o seu médico.
O HOMA-IR é o mesmo que o QUICKI ou a relação glicose/insulina?
Não. Eles usam os mesmos dois exames, mas fórmulas e escalas diferentes, e alguns variam no sentido oposto. Não os compare com os pontos de corte do HOMA-IR.
Fontes
Fórmulas e pontos de corte seguem diretrizes clínicas — veja as fontes abaixo.
- Matthews DR et al. Homeostasis model assessment: insulin resistance and β-cell function from fasting plasma glucose and insulin concentrations in man. Diabetologia. 1985;28(7):412–419.
- Não existe um ponto de corte internacional único para o HOMA-IR: ele depende da população, da idade e do sexo (Gayoso-Diz P et al. BMC Endocr Disord. 2013;13:47). 2,5 e 2,7 são os pontos de corte mais impressos pelos laboratórios e usados em estudos com adultos.