O VHS (velocidade de hemossedimentação) mede quantos milímetros as hemácias descem no tubo em uma hora. Fica alto quando há inflamação, infecção ou alteração das proteínas do sangue, mas também sobe com a idade, a anemia, a gravidez e a menstruação. É um exame sensível e pouco específico: diz que algo pode estar acontecendo, não o quê.
| Categoria | Valor de referência |
|---|---|
| Homens até 50 anos | até 15 mm na 1ª hora |
| Homens acima de 50 anos | até 20 mm na 1ª hora |
| Mulheres até 50 anos | até 20 mm na 1ª hora |
| Mulheres acima de 50 anos | até 30 mm na 1ª hora |
| Regra prática do limite | homens: idade ÷ 2; mulheres: (idade + 10) ÷ 2 mm na 1ª hora |
Os valores de referência variam conforme o laboratório e o método: compare com a faixa do seu laudo. Gestantes costumam ter VHS mais alto.
Quando há inflamação, o fígado produz mais proteínas como o fibrinogênio, que fazem as hemácias se empilharem e caírem mais depressa no tubo. Por isso o VHS sobe. Mas qualquer coisa que mude a quantidade de hemácias ou de proteínas também interfere: anemia acelera a descida, enquanto excesso de hemácias a retarda.
O VHS muda devagar. Leva dias para subir e semanas para voltar ao normal depois que a causa passou, então pode continuar alto mesmo quando a pessoa já se sente bem.
Depende da idade. Para uma mulher de 60 anos, 30 mm está no limite esperado; para uma de 25, está acima. Pela regra prática, o limite para mulheres é (idade + 10) ÷ 2. Anemia ou menstruação no dia da coleta também podem explicar um valor nessa faixa.
De modo geral, valores entre 20 e 40 mm com o restante dos exames normal e sem sintomas costumam ser apenas reavaliados. Valores acima de 100 mm são incomuns e sempre merecem investigação.
A PCR (proteína C reativa) sobe e desce em horas; o VHS, em dias a semanas. Isso explica muitas combinações aparentemente contraditórias.
VHS alto e PCR normal: é comum na fase de recuperação de uma infecção, na anemia, na gravidez, na idade avançada e na doença renal. Também aparece no lúpus e em doenças com excesso de proteínas. PCR alta e VHS normal: sugere uma inflamação que começou há pouco tempo, como uma infecção aguda. Por isso o médico costuma pedir os dois juntos.
Um VHS discretamente alto, sem sintomas e com hemograma normal, pode ser levado à consulta de rotina. Marque consulta mais cedo se o valor passar de 50 a 60 mm, se se mantiver alto em exames seguidos, ou se houver dor e rigidez nas articulações, febre baixa prolongada, suores noturnos, perda de peso sem explicação ou dor nos ossos.
Procure atendimento no mesmo dia se, acima dos 50 anos, surgir dor de cabeça nova e intensa nas têmporas, dor ao mastigar ou alteração da visão, sintomas que podem indicar arterite temporal e precisam de avaliação urgente. Também procure UPA ou pronto-socorro em caso de febre alta com calafrios ou falta de ar. Em emergência, ligue 192 (SAMU).
Conteúdo elaborado com base em informações públicas de:
Você não precisa decifrar os números sozinho: tire uma foto do laudo e o app explica «VHS alto» e os outros valores em palavras simples — o que está normal e no que prestar atenção.
App StoreGoogle PlayVersão webEm geral, até 20 mm na 1ª hora antes dos 50 anos e até 30 mm depois. A faixa exata depende do laboratório; confira a referência do seu laudo.
Raramente é a explicação. O VHS sobe em muitas situações comuns, como infecções, anemia e idade. Valores muito altos e persistentes, acompanhados de outros sinais, são investigados pelo médico.
Na maioria das vezes reflete uma infecção recente. Se persistir ou vier com febre prolongada, dor nas articulações ou perda de peso, o pediatra investiga.
Depois que a inflamação passa, o VHS pode levar de duas a seis semanas, às vezes mais, para voltar ao normal. Por isso não se repete o exame poucos dias depois.
Que há uma inflamação em atividade. A combinação é comum em infecções e doenças inflamatórias e deve ser interpretada pelo médico com sintomas e outros exames.
Este conteúdo é apenas informativo, não é um laudo médico e não substitui a consulta com um médico. Os valores de referência dependem do laboratório e do método: considere a faixa indicada no seu próprio laudo. A interpretação final cabe ao médico.