TGO (AST) e TGP (ALT) são enzimas que ficam dentro das células do fígado. Quando essas células sofrem alguma agressão, as enzimas vazam para o sangue e os valores sobem, geralmente acima de cerca de 35 a 40 U/L. A causa mais comum no Brasil é a gordura no fígado, seguida de álcool, medicamentos e hepatites. Elevações leves são muito frequentes e, isoladas, raramente indicam doença grave.
| Categoria | Valor de referência |
|---|---|
| TGO (AST) | até cerca de 32–40 U/L |
| TGP (ALT) | até cerca de 33–41 (mulheres podem ter limite menor) U/L |
| Gama GT (GGT) | mulheres até cerca de 38; homens até cerca de 55–60 U/L |
| Fosfatase alcalina | cerca de 35–105 U/L |
Os valores de referência variam bastante conforme o laboratório, o método e o sexo: compare com a faixa do seu laudo.
A TGP está concentrada no fígado e por isso é a mais específica para ele. A TGO existe no fígado, mas também nos músculos, no coração e nas hemácias, então pode subir sem problema hepático. O tamanho da elevação ajuda a orientar o raciocínio: até três vezes o limite é uma alteração leve e muito comum; acima de dez vezes sugere uma agressão aguda importante, como hepatite viral ou por medicamento.
A relação entre as duas também dá pistas. Na gordura no fígado e nas hepatites virais, a TGP costuma ser maior que a TGO. Quando a TGO é duas vezes maior que a TGP, o médico pensa mais em álcool ou em origem muscular.
É um padrão frequente e geralmente aponta para o fígado, porque a TGP é mais específica. Na prática, a explicação mais comum é a gordura no fígado, sobretudo se houver sobrepeso, triglicerídeos altos ou glicose alterada. Mas medicamentos, álcool e hepatites também precisam ser lembrados. O médico costuma pedir ultrassonografia do abdome e sorologias para hepatites.
A gama GT (GGT) é uma enzima das vias biliares e do fígado. Ela sobe com o álcool, com a gordura no fígado, com obstrução da bile e com alguns medicamentos. Gama GT alta isolada, com TGO e TGP normais, é muito comum em quem bebe com frequência ou tem excesso de peso. Gama GT alta com fosfatase alcalina normal também costuma apontar para essas causas. Quando as duas sobem juntas, junto com a bilirrubina direta, o médico investiga as vias biliares.
Elevações leves, sem sintomas, devem ser levadas à consulta de rotina. O médico costuma repetir os exames, perguntar sobre álcool, medicamentos e suplementos, e pedir ultrassom e exames de hepatites. Marque consulta mais cedo se os valores estiverem acima de cinco vezes o limite ou continuarem subindo.
Procure UPA ou pronto-socorro no mesmo dia se houver pele ou olhos amarelados, urina escura, fezes claras, dor forte no lado direito da barriga, vômitos persistentes, confusão mental, sonolência fora do comum ou sangramentos. Em emergência, ligue 192 (SAMU).
Conteúdo elaborado com base em informações públicas de:
Você não precisa decifrar os números sozinho: tire uma foto do laudo e o app explica «TGO e TGP altos» e os outros valores em palavras simples — o que está normal e no que prestar atenção.
App StoreGoogle PlayVersão webSim, é a causa mais comum de elevação leve, sobretudo com excesso de peso, triglicerídeos altos ou diabetes. A confirmação costuma vir com a ultrassonografia.
Sim. Treinos intensos podem elevar a TGO e, em menor grau, a TGP por vários dias. Evite exercícios pesados de 48 a 72 horas antes do exame e informe o médico sobre suplementos.
Na maioria das vezes, elevações leves não são graves, mas devem ser investigadas. Valores muito altos ou com icterícia precisam de avaliação rápida.
Na gravidez, as transaminases normalmente não sobem. Elevações devem ser avaliadas pelo obstetra, pois podem indicar condições específicas da gestação.
Tratar a causa: reduzir ou parar o álcool, perder peso quando há excesso, controlar glicose e triglicerídeos e evitar suplementos e chás sem orientação. O médico define a necessidade de outros cuidados.
Este conteúdo é apenas informativo, não é um laudo médico e não substitui a consulta com um médico. Os valores de referência dependem do laboratório e do método: considere a faixa indicada no seu próprio laudo. A interpretação final cabe ao médico.